domingo, 24 de julho de 2011
Blog do Wanalea Children's Home
No blog do Wanalea Children's Home, é possível acompanhar o dia-a-dia das crianças do Centro Wanalea em Nairobi.
domingo, 17 de julho de 2011
Dádiva do Mês - Vitaminas para Criança (30 Euros)
Com estas vitaminas, podemos ajudar as crianças do Centro Wanalea e dos bairros de lata de Nairobi a crescerem com saúde!
Num momento em que o Quénia atravessa uma grave crise alimentar, estas vitaminas vão ser essenciais para que as crianças possam enfrentar esta crise com saúde! Participem! Também podem doar embalagens de vitaminas à ADDHU que nos trataremos de fazê-las chegar ao Quénia através dos nossos técnicos e voluntários no terreno!
Façam já a vossa Dádiva através do seguinte email: info@addhu.org. Contamos convosco!
Num momento em que o Quénia atravessa uma grave crise alimentar, estas vitaminas vão ser essenciais para que as crianças possam enfrentar esta crise com saúde! Participem! Também podem doar embalagens de vitaminas à ADDHU que nos trataremos de fazê-las chegar ao Quénia através dos nossos técnicos e voluntários no terreno!
Façam já a vossa Dádiva através do seguinte email: info@addhu.org. Contamos convosco!
Crise humanitária no Quénia
O Quénia está a atravessar uma das maiores secas dos últimos 60 anos. Segundo a ONU, trata-se de uma crise humanitária sem precedentes, que está neste momento a afectar mais de 10 milhões de pessoas, não só no Quénia mas também na Etiópia, na Somália e no Uganda.
Os preços dos bens alimentares no Quénia tem vindo a aumentar drasticamente desde o início do ano de 2011. A farinha usada para cozinhar o “ugali”, o alimento mais consumido no Quénia, sofreu aumentos na ordem dos 50%, sendo que um pacote de 2kg que custava 100 Kenya Shillings (cerca de 1 Euro) em Dezembro de 2010, custa agora 150 Kenya Shillings. Para além disso, começam também a escassear alguns bens alimentares como cereais.
Mais do que nunca, o vosso apoio é neste momento crucial pois sem ele as nossas crianças iriam ser severamente afectadas por esta crise. Mais do que nunca, a vossa solidariedade e vosso carinho estão neste momento a fazer TODA a diferença! Mais do que nunca, contamos convosco para juntos enfrentarmos este momento difícil que todos nós atravessamos!
E, mais do que nunca, queríamos agradecer-vos pelo vosso esforço e pelo vosso apoio incondicional! Obrigada por acreditarem que é possível fazer a diferença!
Asante sana...
quinta-feira, 30 de junho de 2011
quarta-feira, 29 de junho de 2011
ADDHU leva a língua e cultura portuguesas aos bairros de lata do Quénia
Espalhamos a língua e a cultura portuguesas em África, sem ser nos PALOP, sem ajuda nem do governo português, nem de outras instituições... Somente com os donativos gerais que recebemos das pessoas e de outras pequenas organizações que apoiam o nosso trabalho. É com enorme satisfação que iniciamos este programa não só porque nos orgulhamos de dar a conhecer o nosso país, mas também porque levamos o conhecimento e melhores oportunidades na vida a jovens de meios desfavorecidos. A língua portuguesa é falada em 5 países de África e no Brasil. É uma mais valia!
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terça-feira, 28 de junho de 2011
África...
África! A Natureza foi generosa nos atributos que lhe deu. Como, pergunto-me, pode haver tanto sofrimento num local que nos presenteia com tão magnífica visão?
Mas assim é e eu que o diga. O sofrimento daqueles meninos de olhar triste e por vezes vago que vejo nos bairros de lata na periferia de Nairobi é também, agora, o meu e nada posso contra o que sinto.
Luto a cada dia, peço, quase que imploro muitas vezes calada somente pelo meu silêncio que sufoca o grito que me apetece dar: “ Não vêem? Não entendem? Venham que eu mostro-vos…”
Cheguei já cheia de pó e a cara mascarrada do fumo dos matatus. Como sempre, fui acolhida com entusiasmo e alegria, mesmo no meio de tanta coisa feia e mal cheirosa: os telhados de zinco retorcidos que se opunham à minha passagem incólume davam lugar aos sorrisinhos e àquelas vozinhas que me diziam sempre “how are you”, olhares tristes, mas cheios de esperança e curiosidade: “trará bolachas e leite e talvez um pouco de porridge? Hum yummi!”
Sim trago tudo isso e alguma farinha para chapatis de que tanto gostam.´Por momentos é a algazarra e esquecem-se as dores, esquece-se a fome com a perspectiva de uma refeição, de uma bolacha, de um litro de leite que tão pequenos sorvem em menos de um minuto, com os olhinhos muito abertos.
Aconteceu-me, uma vez, e jamais esqueci: esbarrei com um pequenote, não tinha mais de 3 anos, de camisa de pijama suja e esfarrapada, uns calções sem cor definida de pó e porcaria que traziam agarrados e de pezinhos nús. Estave ele sentado no chão, com uma das mãos na cabeça, como se estive absorto pelos mais filosóficos pensamentos. Quando sentiu a minha presença e sem tirar a mão da cabeça, olhou-.me, de modo profundo, mas o seu olhar estava tão vazio, sem desespero, sem dor, sem nada, que me arrepiou. Nenhuma criança devia ter um olhar daqueles, tão pesado, tão velho, ausente de sentimento.
Alegro-me por percorrer os caminhos que percorro: alegro-me por conhecer, por esses caminhos, as pessoas que conheço: alegro-me porque posso sentir alegria no meio do sofrimento, porque posso sentir a gratidão daquelas gentes, daquelas crianças e sorrio porque verdadeiramente e mesmo chorando, sou abençoada!
terça-feira, 3 de maio de 2011
A SOLIDARIEDADE EM DESTAQUE
Como medir a pobreza? A fome? O nada ter? Afinal o que é isso de “nada ter”? Para nós, muitas vezes, põe-se o problema entre o Ser e o Ter em que ganha quase sempre, neste mundo em que vivemos, o Ter porque este se confunde profundamente com o Ser. Eu sou aquilo que tenho! E em que termos medimos o que temos e assim o que somos? Vamos comparar com o quê? Com o que sentimos que queremos ou devemos Ter? Quem poderá medir tal coisa?
Mas para muitos, diria mesmo grande parte da população mundial, estas questões nem se põem pois trata-se de uma outra questão mais básica, mais premente, mais urgente: a sobrevivência: onde me posso abrigar? Terei algo para comer, limitar-me-ei a chupar pedrinhas para salivar e assim enganar a fome? Estarei segura? O triste é que isto acontece na maioria das vezes com crianças as quais, a braços com esta questão básica e instintiva da sobrevivência, nem sabem que podem sonhar, que existe algo que se chama futuro e que se, ah, se as coisas fossem um pouquinho diferentes, até podiam…até podiam Ser, pois para elas não existiria o Ter acima de tudo, mas sim o Ser! Digo-o e afirmo-o com conhecimento de causa. Sei do que falo. A minha experiência com as crianças do Centro Wanalea no Quénia revelou-me algo que, afinal, devia servir de exemplo a muitos de nós, inclusive eu, isto é o que poderei Ser e não o que poderei Ter.
Aqui voltamos ao início da questão: para que estas crianças possam Ser, alguém deve Ter para que elas construam o seu sonho, realizem o seu futuro. Deste modo, ponhamos a solidariedade em destaque e abandonemos um pouco o nosso Ter para que estas crianças e outras como elas possam Ser.
É em momentos difíceis, como o que sem dúvida passamos, em que vemos o nosso Ter tão ameaçado quase que confundido com sobrevivência, com o essencial, que devemos Solidariedade àqueles que, esses sim, nada têm, nem mesmo o sonho de Ser.
E, acima de tudo sejamos altruístas e não abandonemos aqueles que não podem ser abandonados, e contrariemos assim esta tendência do individualismo puro e egoísta que nos colocou nesta alhada de mundo em que vivemos.
Agradeço profundamente a todos os padrinhos e madrinhas das crianças do Centro Wanalea no Quénia e a todos aqueles que me apoiam com as suas Dádivas de Esperança, sejam elas em que forma forem, tantas vezes uma palavra de apreço e incentivo, pois colocam o Ser destas crianças acima do vosso Ter.
Bem hajam.
Laura Vasconcellos
Mas para muitos, diria mesmo grande parte da população mundial, estas questões nem se põem pois trata-se de uma outra questão mais básica, mais premente, mais urgente: a sobrevivência: onde me posso abrigar? Terei algo para comer, limitar-me-ei a chupar pedrinhas para salivar e assim enganar a fome? Estarei segura? O triste é que isto acontece na maioria das vezes com crianças as quais, a braços com esta questão básica e instintiva da sobrevivência, nem sabem que podem sonhar, que existe algo que se chama futuro e que se, ah, se as coisas fossem um pouquinho diferentes, até podiam…até podiam Ser, pois para elas não existiria o Ter acima de tudo, mas sim o Ser! Digo-o e afirmo-o com conhecimento de causa. Sei do que falo. A minha experiência com as crianças do Centro Wanalea no Quénia revelou-me algo que, afinal, devia servir de exemplo a muitos de nós, inclusive eu, isto é o que poderei Ser e não o que poderei Ter.
Aqui voltamos ao início da questão: para que estas crianças possam Ser, alguém deve Ter para que elas construam o seu sonho, realizem o seu futuro. Deste modo, ponhamos a solidariedade em destaque e abandonemos um pouco o nosso Ter para que estas crianças e outras como elas possam Ser.
É em momentos difíceis, como o que sem dúvida passamos, em que vemos o nosso Ter tão ameaçado quase que confundido com sobrevivência, com o essencial, que devemos Solidariedade àqueles que, esses sim, nada têm, nem mesmo o sonho de Ser.
E, acima de tudo sejamos altruístas e não abandonemos aqueles que não podem ser abandonados, e contrariemos assim esta tendência do individualismo puro e egoísta que nos colocou nesta alhada de mundo em que vivemos.
Agradeço profundamente a todos os padrinhos e madrinhas das crianças do Centro Wanalea no Quénia e a todos aqueles que me apoiam com as suas Dádivas de Esperança, sejam elas em que forma forem, tantas vezes uma palavra de apreço e incentivo, pois colocam o Ser destas crianças acima do vosso Ter.
Bem hajam.
Laura Vasconcellos
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